Agência FAPESP – A pandemia de COVID-19 está exigindo que a ciência brasileira mobilize seu arsenal de conhecimento e de recursos na busca de solução para um desafio até agora inédito. E as respostas têm sido positivas, de acordo com pesquisadores que participaram do webinar Ciência, Saúde e Políticas Públicas no Brasil: quais as iniciativas necessárias no futuro?, promovido pela Fundação Fernando Henrique Cardoso nesta quinta-feira, 23 de abril. O debate foi mediado pelo superintendente da Fundação FHC, Sérgio Fausto.
“Hoje temos um conjunto de cientistas capaz de dar respostas rápidas a desafios da pandemia”, afirmou Luiz Eugênio Mello, professor da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), diretor de Pesquisa e Desenvolvimento do Instituto D´Or de Pesquisa e Ensino e que na segunda-feira, dia 27, assume a Diretoria Científica da FAPESP. “O apoio da FAPESP à estruturação de redes de pesquisas para o combate a arboviroses como zika, chikungunya e dengue, por exemplo, habilitou pesquisadores de São Paulo para o sequenciamento do vírus SARS-CoV-2 em tempo recorde, de 48 horas.”
“A Fiocruz trabalha dia e noite produzindo testes. E isso é a nossa fortaleza”, disse Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz e membro do grupo de especialistas do Ministério da Saúde para a pandemia causada pelo novo coronavírus.
“A ciência brasileira tem crescido nos últimos anos e com destaque. Com a COVID-19 a reação foi grande, desde o sequenciamento genético do vírus até os testes sorológicos e o desenvolvimento de vacinas”, afirmou Jorge Kalil, professor titular de Imunologia Clínica e Alergia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e diretor do Laboratório de Imunologia do Instituto do Coração.
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