Alterações nos órgãos genitais de bebês são mais comuns do que parecem

18 de julho de 2019

Leonardo Lopes | Jornal da USP – Durante os dois primeiros meses de gestação os órgãos genitais internos e externos são iguais em todos os bebês. Após esse período, começam a se expressar uma série de genes que atuam para diferenciar os genitais como se conhece por masculino e feminino. Existem diversos fatores que podem alterar esse processo e fazer com que a criança nasça com a genitália não claramente definida como feminina ou masculina; essa situação é chamada de “diferenças do desenvolvimento sexual”, contou ao Jornal da USP no Ar a professora Berenice Bilharinho de Mendonça, do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina (FM) da USP.

Segundo estimativas adotadas pela ONU, entre 0,05% e 1,7% da população humana se enquadra no quadro apresentado pela professora. Ela explica que é necessário aos pais terem calma diante de tal situação, pois assim como podem ocorrer alterações na face, como lábio leporino ou alterações cardíacas, existem as alterações dos genitais que devem ser tratadas com tranquilidade.

A professora pontua a necessidade de se entender que é errônea a noção de que “todo indivíduo com 46 cromossomos, tendo XX como cromossomos sexuais é mulher, e todo indivíduo com 46 cromossomos e XY é homem”. Isso porque o cariótipo não basta para definir o desenvolvimento sexual, todos os genes que vêm depois são necessários para concluir o desenvolvimento habitual.

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