Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP — Máquinas podem ser treinadas para classificar imagens e, desse modo, identificar tumores em tomografias, composições mineralógicas em rochas ou patologias em análises de microscopia óptica. Essa área da inteligência artificial é conhecida como aprendizado de máquina e vem ganhando novas aplicações nos últimos anos.
O treinamento da máquina é feito por meio da repetição de imagens usadas como exemplos de um determinado contexto ou situação e a preparação adequada desse material requer um esforço de especialistas das mais diversas áreas.
“O humano é que coordena. Sem o controle do especialista sobre o processo de treinamento, a máquina pode aprender a tomar decisões com base nas características da imagem que não estão relacionadas ao problema-alvo. Isso gera um resultado ruim ou restrito àquela base de dados em que a máquina foi treinada. Quando muda a base de dados, o erro aumenta consideravelmente, tornando a análise da máquina pouco confiável”, disse Alexandre Xavier Falcão, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em palestra apresentada na última quinta-feira (21/11) na FAPESP Week France.
Falcão tem unido a ciência da computação com diferentes áreas do conhecimento a partir de projetos em machine learning, desenvolvidos com o apoio da FAPESP, linha de pesquisa que investiga a interação humano-máquina na tomada de decisões.
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