Elton Alisson | Agência FAPESP – A pandemia de COVID-19 mostrou que implementar intervenções eficazes em saúde pública, comprovadas cientificamente, e práticas baseadas em evidências não é algo trivial.
Uma nova especialidade, denominada ciência da implementação, pode facilitar a tarefa ao identificar e abordar as barreiras que retardam ou interrompem a tradução do conhecimento em prática médica.
“Há muitas intervenções que se mostraram eficazes em estudos clínicos e que não são implementadas no mundo real ou são de forma muito limitada. A ciência de implementação pode contribuir para preencher a lacuna entre o que sabemos e o que fazemos”, disse Vilma Irazola, professora da Universidade de Buenos Aires (UBA).
A especialista foi uma das participantes do seminário “O papel da ciência de implementação”, realizado de forma virtual no dia 3 de novembro. O evento integra a série FAPESP COVID-19 Research Webinars, organizada pela FAPESP em parceria com o Global Research Council (GRC).
A ciência da implementação é definida como o estudo de métodos para promover a incorporação sistemática de resultados de pesquisas e outras práticas baseadas em evidências na rotina médica, com o intuito de melhorar a qualidade e a eficácia dos cuidados de saúde, dos serviços e da saúde pública.
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