Agência FAPESP – Uma pesquisa de doutorado que testou o uso de uma cola biológica no reparo cirúrgico de lesões na medula espinhal foi o vencedor na categoria Masters do Prêmio Pio Corrêa de Inovação em Ciências Farmacêuticas da Biodiversidade Brasileira 2021, promovido pela Academia de Ciências Farmacêuticas do Brasil (ACFB).
Em experimentos com camundongos, o procedimento cirúrgico foi associado ao tratamento com um medicamento neuroprotetor e anti-inflamatório, resultando na sobrevivência de 70% dos neurônios afetados e possibilitando aos animais recuperar 50% do movimento no membro afetado.
O projeto foi desenvolvido por Paula Regina Gelinski Kempe, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Biologia Celular e Estrutural (BCE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e bolsista da FAPESP.
A pesquisa é orientada pelo professor Alexandre Leite Rodrigues de Oliveira, da Unicamp, e está vinculada ao Projeto Temático “Recuperação sensório-motora após axotomia de raízes medulares: emprego de diferentes abordagens experimentais”.
“Nosso estudo utilizou o biopolímero de fibrina, uma cola biológica derivada do veneno de serpente e de sangue de bubalinos [búfalos], como adjuvante para o reparo cirúrgico de lesões na medula espinhal. O biopolímero de fibrina foi desenvolvido no Centro de Estudos de Venenos e Animais Peçonhentos da Universidade Estadual Paulista em Botucatu [Cevap-Unesp]. Apresenta efeitos neuroprotetores e anti-inflamatórios, permitindo que o reparo da lesão seja mais eficiente, sem a necessidade de suturas”, diz Oliveira à Agência FAPESP.
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