Luciana Constantino | Agência FAPESP – Uma pesquisa publicada na revista Antibiotics mostra que o uso da curcumina, substância encontrada no açafrão-da-terra (Curcuma longa), aliada à terapia fotodinâmica foi eficaz na redução da carga parasitária e até na eliminação do protozoário Leishmania. O resultado aponta um caminho para futuras pesquisas em humanos buscando tratamentos mais eficazes e direcionados para a leishmaniose.
O estudo, que teve apoio da FAPESP, aponta que aplicações de 7,8 a 15,6 microgramas por ml (µg/mL) de curcumina associada à irradiação de LED azul (λ = 450 ± 5 nm), com uma dose de luz de 10 J/cm2, conseguiram inativar células do sistema imune (macrófagos) infectadas com Leishmania braziliensis, a espécie mais comum no país, e Leishmania major.
As células saudáveis não foram afetadas. Quando administradas separadamente – a substância e a luz –, o resultado não foi satisfatório.
A terapia fotodinâmica (TFD) consiste em um processo químico decorrente da interação de luz, oxigênio e um fármaco sensível à luz (fotossensibilizador). Baseia-se na administração de um composto fotossensível, na forma de pomada ou injetável.
Após um determinado período, o tecido é irradiado por uma fonte de luz, com determinado comprimento de onda, dependendo do composto usado. A luz torna esse composto mais energético, possibilitando que ele reaja com o oxigênio presente na célula, levando-a à morte.
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