Desde 1962, a FAPESP já apoiou 1.134 pesquisas no Instituto Butantan

12 de maio de 2021

Agência FAPESP – Em 1962, em seu primeiro ano de operação, a FAPESP concedeu a pesquisadores do Instituto Butantan – entre eles Raymond Zelnick e Willy Beçak – três auxílios à pesquisa e três bolsas, para estudos sobre citogenética humana, venenos ofídicos e cardiotônicos. Desde então, essa parceria já se traduziu no apoio a 1.134 projetos de pesquisa – 54 ainda em andamento, entre eles os ensaios clínicos da vacina Coronavac – e 1.458 bolsas, mais de 80 em curso. Às vésperas de completar 60 anos, essa colaboração foi celebrada no dia 6 maio, em visita dos dirigentes da FAPESP à sede do Instituto.

“O apoio da FAPESP ao Butantan e à ciência do Estado de São Paulo é fundamental. É por meio da FAPESP que a ciência consegue ter os subsídios e o apoio que precisa para produzir vacinas e outros medicamentos”, afirmou Dimas Covas, presidente do Butantan.

Raul Machado, diretor de Estratégia Institucional do Butantan, sublinhou que, entre 2002 e 2021, os projetos do Instituto apoiados pela FAPESP resultaram em 1.931 publicações em revistas científicas indexadas. “Nos últimos dez anos, a dinâmica de citações saltou da casa de centenas para milhares”, observou.

O Instituto Butantan também sedia o Centro de Excelência para Descoberta de Alvos Moleculares (CENTD), um Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE) constituído pela Fundação em parceria com a GlaxoSmithKlein (GSK), e o Centro de Pesquisa em Toxinas, Resposta-Imune e Sinalização Celular (CeTICS), um dos 17 Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPIDs) da FAPESP que, de acordo com Machado, além de investigar a resposta sistêmica de células, tecidos e organismos usando toxinas peptídicas, também tem contribuído para avaliar a extensão dos processos inflamatórios de pacientes acometidos pela COVID-19.

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