Febre amarela é o tema do Seminário de Março

7 de março de 2019

Professor Esper Georges Kallás, do LIM 60, vai apresentar os estudos conduzidos pelo seu grupo de pesquisa sobre prognóstico e novos tratamentos da doença

Os novos surtos de febre amarela chamam a atenção da população e causam pânico pela alta frequência de mortes. Não é uma doença nova, é um problema antigo de saúde pública e que, de quando em quando, surgem novos casos. Isso porque o vírus, cujo vetor de transmissão é um mosquito, continua circulando nas florestas tropicais, causando doença em macacos. Se uma pessoa suscetível aparece pelo caminho, esses mosquitos contaminados podem transmitir o vírus e levar à doença.

Estima-se que cerca de 40% das pessoas que desenvolvem a doença vão a óbito, e apenas 20% dos infectados não apresentem sintoma algum.

 

A vacina é a principal forma de prevenção da febre amarela

As características da doença, os fatores prognósticos e o desenvolvimento de novas terapias são os temas que serão abordados pelo professor Esper Kallás no Seminário Científico de Março, dia 13, às 11h30. Kallás, que é professor de Imunologia Clínica e Alergia, e recém-aprovado para se tornar Professor Titular do Departamento de Moléstias Infecciosas da FMUSP, conduz um estudo sobre o tema com colaboradores do Hospital das Clínicas e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas.

“Estamos desenvolvendo novas metodologias de estudo da doença e explorando novas formas de tratamento. Conseguimos descobrir quais os principais marcadores de morte por febre amarela e estamos trabalhando na descoberta de anticorpos que possam neutralizar o vírus”, explica Kallás, líder do grupo de pesquisa do LIM 60 (Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia).

Prevenção

Hoje, a principal forma de prevenção é por meio da vacina. No início de 2018, quando novos casos apareceram na região metropolitana de São Paulo, as campanhas de vacinação foram intensificadas. Até a primeira metade do século 20, a vacina de febre amarela e o combate do mosquito transmissor eram as principais formas de evitar epidemias, até que o Brasil controlou a transmissão urbana da doença com estratégias de eliminação do mosquito transmissor.

Nas cidades, o mosquito transmissor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue e outras doenças, mas, segundo Kallás, desde 1942 não há documentação por transmissão de Aedes aegypti. Logo, os casos recentes vieram do contato com o mosquito silvestre.

  • Seminário Científico de Março: “Febre Amarela: Apresentação clínica, fatores prognósticos e desenvolvimento de novas terapias”

Prof. Dr. Esper Georges Kallás

Dia 13/03 – 11h30

Anfiteatro de Patologia | 1º Andar – sala 1104

 

Débora Rubin | Comunicação LIMs

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