Fiocruz Rondônia cria colônia de mosquitos para estudar malária

9 de agosto de 2019

José Gadelha da Silva Júnior | Fiocruz Rondônia – Para uma melhor compreensão da relação parasito-hospedeiro e para propor alternativas ao tratamento de pacientes infectados com malária, pesquisadores do Laboratório de Entomologia da Fiocruz Rondônia criaram a primeira colônia de mosquitos do gênero Nyssorhynchus darlingi ou Anopheles darlingi, como é mais conhecido o principal vetor da doença no país. “Trata-se de um estudo inédito no Brasil, já com resultados expressivos”, explica a coordenadora da pesquisa Maísa da Silva Araújo, doutora em Biologia Experimental pela Universidade Federal de Rondônia (Unir).

Na prática, com o atual estágio de desenvolvimento da colônia, são possíveis experimentos e estudos que antes não podiam ser realizados, dadas as dificuldades de se criar esse mosquito em laboratório. “O principal desafio enfrentado era a cópula. Nós trazíamos os mosquitos de campo, alcançávamos o estágio de ovos, larvas e a primeira geração, mas não conseguíamos avançar para a segunda e terceira gerações. Hoje, já estamos na décima oitava geração, em condições de laboratório”, destaca a pesquisadora, afirmando que o único grupo de pesquisadores que conseguiu desenvolver a técnica de colonização de Nyssorhynchus darlingi, em laboratório, foi no Peru.

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