Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP – Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram mostrar, pela primeira vez, que a obesidade gestacional associada à infecção pelo vírus zika influencia a resposta antiviral da placenta, ocasionando uma diminuição da capacidade do órgão de atacar o patógeno e proteger o feto. Os resultados do estudo foram divulgados na revista Viruses e, segundo os autores, servem de alerta para a importância do acompanhamento pré-natal adequado de gestantes.
“Normalmente, associamos obesidade na gravidez a problemas como diabetes gestacional ou bebês com alto peso ao nascer, mas é importante ressaltar que as consequências podem ir além disso. Neste estudo, provamos que a resposta imune da placenta, ou seja, que ocorre na interface materno-fetal, fica muito comprometida nesses casos”, afirma Maria Notomi Sato, professora da Faculdade de Medicina da USP e autora correspondente do artigo.
Sato explica que, em casos de infecção pelo zika em gestantes obesas, ocorre uma diminuição tanto na transcrição de genes quanto na produção de proteínas envolvidas na resposta imune. “Ocorre, sobretudo, uma diminuição da via de interferon, proteína extremamente importante na resposta contra qualquer doença viral”, explica.
Vale ressaltar que o vírus zika, assim como o dengue e o SARS-CoV-2, consegue ultrapassar a barreira placentária e infectar também o bebê.
Maiores informações, clique aqui.


Instagram
YouTube