Agência FAPESP* – O uso de nanomateriais capazes de diagnosticar e tratar de forma direcionada doenças graves como o câncer é a proposta da nanomedicina teranóstica.
Com o apoio da FAPESP, o Grupo de Nanomedicina e Nanotoxicologia (GNano) do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP) tem se dedicado a desenvolver e testar alguns desses nanomateriais. A linha de pesquisa é coordenada pelo professor Valtencir Zucolotto.
“A nanomedicina teranóstica representa uma das fronteiras da nanotecnologia. Atualmente, todos os grandes grupos de pesquisa estão na busca por sistemas capazes de, com uma única nanopartícula, detectar um tumor e em seguida aplicar uma terapia”, diz Zucolotto.
No artigo Near Infrared Phoactive Theragnostic Gold Nanoflowers for Photoacoustic Imaging and Hyperthermia, publicado no periódico ACS Applied Bio Materials, o grupo relata o desenvolvimento de uma estrutura com formato de flor que pode servir tanto como agente de contraste para exames de ressonância magnética ou imageamento fotoacústico, como base para terapia fototérmica. Após se alojar no tumor, o material é irradiado por um laser infravermelho, o que promove um aquecimento localizado ao redor das nanopartículas, induzindo a morte das células tumorais.
“A vantagem do formato, nesse caso, é o rápido aquecimento localizado que a ‘nanoflor’ pode fornecer pela irradiação da luz no infravermelho”, explicam os pesquisadores Olavo Amorim Santos e Juliana Cancino-Bernardi, autores principais do artigo.
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