Grupo investiga a comunidade microbiana do queijo Canastra e descreve espécies inéditas

12 de dezembro de 2022

Agência FAPESP* – Cientistas ligados ao Centro de Pesquisa em Alimentos (FoRC) da Universidade de São Paulo (USP) descreveram de forma pioneira a grande diversidade de bacteriófagos (vírus que infectam bactérias) existente no queijo minas artesanal da Serra da Canastra e descobriram espécies até então desconhecidas.

Os resultados da pesquisa foram divulgados no periódico mSystems, da Sociedade Americana de Microbiologia. Segundo os autores do artigo, as descobertas podem trazer benefícios grandes não só aos produtores, mas também a áreas como agricultura, saúde animal e medicina, pois os bacteriófagos podem, em tese, ser aplicados para tratar infecções bacterianas.

“Observamos uma enorme biodiversidade a ser explorada. Muitos dos bacteriófagos que identificamos nunca haviam sido vistos na ciência. Isso pode se traduzir em compostos naturais para serem utilizados no futuro em medicamentos capazes de tratar infecções com resistência antimicrobiana”, afirma Christian Hoffmann, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP (FCF-USP) que coordenou o estudo e integra o FoRC, um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP. “É um campo de pesquisa totalmente novo, somos um dos primeiros no mundo a relatar a presença desses microrganismos no queijo artesanal.”

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