André Julião, de Campos do Jordão | Agência FAPESP – Um grupo de pesquisadores do Brasil e do Reino Unido busca maneiras de aumentar a durabilidade da ponte de safena, procedimento cirúrgico que consiste em usar parte de uma veia da perna para revascularizar o coração que teve o fluxo de sangue reduzido – condição que pode levar ao infarto se não tratada.
O projeto é financiado pela FAPESP por meio do programa São Paulo Researchers in International Collaboration (SPRINT).
Uma das chaves para evitar que a safena implantada se desgaste, exigindo nova intervenção, pode estar em uma proteína normalmente produzida por artérias, a CRP3 (sigla para cysteine and glycine-rich protein 3). Os pesquisadores do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FM-USP) observaram que, quando implantada no coração, a veia safena passa a expressar a proteína. O efeito seria uma resposta ao aumento do fluxo sanguíneo em seu interior, se comparado ao da perna, contribuindo para que ela suporte a maior pressão mecânica.
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