Elton Alisson | Agência FAPESP – Um ano depois de ser lançado, o repositório COVID-19 Data Sharing/BR já registrou em torno de 4 mil downloads no acervo de mais de 50 milhões de dados de 800 mil pacientes, por usuários de 36 países.
“Temos a intenção de que o COVID-19 Data Sharing/BR constitua a base sobre a qual consigamos motivar a comunidade científica a compartilhar informações geradas com qualidade para produzir novo conhecimento”, disse Luiz Eugênio Mello, diretor científico da FAPESP. “O compartilhamento de dados é uma nova forma de fazer ciência, dentro da chamada, e a FAPESP pretende caminhar cada vez mais nessa direção.”
Pioneiro na América Latina, o repositório, que eÌ uma iniciativa da FAPESP em cooperaçaÌ?o com a Universidade de São Paulo (USP), tem o objetivo de disponibilizar de forma totalmente aberta dados relacionados aÌ? COVID-19 que possam contribuir para pesquisas sobre a doença. O material já possibilitou descobertas tanto na área da saúde como da computação.
Alguns dos resultados de pesquisas feitas com base nos registros disponibilizados na plataforma foram apresentados durante o evento on-line “O repositório COVID-19 Data Sharing/BR – dados abertos no combate à pandemia”, realizado em 18 de junho por ocasião do primeiro aniversário da plataforma.
A plataforma conta atualmente com mais de 50 milhões de registros, em sua maior parte de resultados de exames clínicos de mais de 800 mil pacientes, além de mais de 300 mil registros de desfecho.
No Brasil, os dados têm sido utilizados por pesquisadores de todos os Estados do país. “Quase metade dos downloads no Brasil foi feita por usuários fora de São Paulo. Isso, inclusive, possivelmente indica sua adoção em pesquisas colaborativas envolvendo vários centros”, disse Fátima Nunes, professora da USP e participante do projeto.
Os dados incluem informações demográficas e de exames clínicos e laboratoriais anonimizados de pacientes que fizeram algum exame relacionado à COVID-19.
“Os dados são disponibilizados de forma individual, porém os pacientes não podem ser identificados. Por isso, são verificados antes de serem compartilhados, de forma que os dados demográficos dos pacientes só podem ser informados se as combinações permitirem um agrupamento mínimo deles”, explicou Gabriela Barnabé, consultora da FAPESP e coordenadora de ciência de dados da Rede Globo.
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