Tratamento com laser é o mais eficaz contra zumbido de ouvido, constata estudo

20 de junho de 2023

Terapias a laser (fotobiomodulação) são os melhores tratamentos conhecidos para quem sofre de tinnitus, o famoso zumbido no ouvido. Essa foi a conclusão de cientistas do Centro de Pesquisa em Óptica e Fotônica (CEPOF) após comparar as principais terapias utilizadas atualmente e também combinações entre elas. Os resultados foram divulgados no Journal of Personalized Medicine.

Aproximadamente 750 milhões de pessoas sofrem com zumbido no ouvido, de acordo com um estudo europeu que analisou cinco décadas de dados de pacientes. Apesar de não ser considerado uma doença – é, na verdade, um sintoma –, o tinnitus é incômodo e, em alguns casos, incapacitante. Como pode estar relacionado a diversos problemas, de insuficiência na irrigação periférica e lesões locais a bruxismo e excesso de cera, não conta com tratamentos padronizados ou medicamentos aprovados pelo órgão sanitário norte-americano US Food and Drug Administration (FDA).

“O zumbido no ouvido é um sintoma de grande incidência na população, tratado com uma infinidade de métodos, desde lavagem interna do ouvido a drogas como anestésicos locais, antidepressivos, anti-histamínicos, antipsicóticos e sedativos, com resultados diferentes”, afirma Vitor Hugo Panhóca, pesquisador do CEPOF – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado no Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP). “Após encontrarmos artigos na literatura científica mostrando resultados consistentes da aplicação intra-auricular do laser de baixa potência, decidimos realizar uma comparação e buscar mais respostas para o problema.”

A equipe de Panhóca testou durante quatro semanas o uso de modalidades alternativas e complementares de tratamento para pacientes com zumbido idiopático (sem causa aparente) e refratário, ou seja, que não responde a outros tratamentos. Foram dez grupos de mais de cem pacientes (homens e mulheres entre 18 e 65 anos), que passaram respectivamente pelas seguintes terapias: laserpuntura (laser combinado com acupuntura), dicloridrato de flunarizina, o fitoterápico ginkgo biloba e estimulação transmeatal a laser de baixa intensidade (LLLT) sozinha e combinada com vacuoterapia, ultrassom, ginkgo biloba e dicloridrato de

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