Ultrassonografia pulmonar ajuda a predizer a evolução de pacientes com COVID-19

22 de janeiro de 2021

Elton Alisson | Agência FAPESP – Considerado um método simples para diagnosticar doenças pulmonares, a ultrassonografia de pulmão também pode ajudar a prever a evolução clínica de pacientes com COVID-19 em estado grave, aponta estudo conduzido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP).

Sob a coordenação do médico Heraldo Possolo de Souza, pesquisadores aplicaram um protocolo de exame baseado na análise de 12 regiões do pulmão em 180 pacientes com COVID-19 internados no Hospital das Clínicas (HC) da FM-USP. O grupo constatou que, quanto maior é o escore obtido na avaliação, mais elevado é o risco de internação em UTI, intubação e morte.

Os dados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram divulgados em artigo publicado no periódico Annals of Intensive Care.

“Vimos que a ultrassonografia pulmonar é um bom preditor da necessidade de internação em UTI, intubação endotraqueal e de morte de pacientes com COVID-19 admitidos no serviço de emergência. Pode ser um método simples  e barato para fazer prognóstico de infectados pelo vírus”, diz Souza à Agência FAPESP.

No início da pandemia no Brasil, Souza e outros médicos do pronto-socorro de clínica médica do HC, assim como de outros hospitais no país e no mundo, tiveram que lidar com a sobrecarga de pacientes e recursos escassos para atendê-los. Para lidar com esse desafio, que agora se repete devido ao aumento de casos da doença, os profissionais de saúde constataram que é essencial o uso de ferramentas para avaliar a gravidade de pacientes com COVID-19, de modo a fazer a alocação correta de recursos, como leitos de UTI e respiradores, e estabelecer prioridades de atendimento.

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